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Indústria do aço demonstra otimismo em audiência com Lula

Data: 05/02/2010
Fonte: Instituto Aço Brasil

O Conselho Diretor do Instituto Aço Brasil (IABr) esteve reunido hoje (04/02), em Brasília, com o Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, para avaliar a situação atual e as perspectivas do setor. Foi destacado pelo IABr que a indústria brasileira do aço foi, certamente, uma das mais atingidas pelos efeitos da crise econômica mundial, mas vem apresentando sistemática recuperação ao longo de 2009, impulsionada pelas iniciativas anti-crise do Governo, com destaque à desoneração tributária para grandes setores consumidores de aço e medidas de incentivo ao consumo, que fortaleceram o mercado interno.
 
O Instituto prevê para este ano forte recuperação dos níveis de atividades da indústria do aço no País. O consumo deve crescer 23,3%, atingindo 22,9 milhões de toneladas de produtos siderúrgicos, enquanto as exportações estão estimadas em 11 milhões de toneladas (+23,4%), possibilitando desse modo aumento de 25,1% na produção de aço bruto, para 33,2 milhões de toneladas.
 
O presidente do IABr, Flavio Azevedo, transmitiu ao presidente Lula as avaliações otimistas do Instituto quanto aos impactos nesta indústria das atividades relacionadas aos diversos programas especiais em andamento. Mencionou, com destaque, os programas “Minha Casa, Minha Vida”, Petróleo e Gás, Copa do Mundo e Olimpíadas, cujos impactos estão sendo ansiosamente esperados pelas empresas e que podem dar relevantes contribuições ao crescimento sustentado do nosso mercado nos próximos anos.
 
O IABr estima que a demanda adicional de produtos siderúrgicos gerada por aqueles programas atinja até 8 milhões de toneladas no período de 2010 a 2016 e afirma que a indústria brasileira do aço está plenamente capacitada para atender a esse crescimento. Atualmente a capacidade de produção é 103% superior à demanda interna, o que permite a esta indústria atender totalidade do mercado interno e manter a forte posição exportadora que situa o setor dentre os maiores geradores de saldo comercial do país.
 
Foram também comentadas na reunião as projeções de investimentos do setor que totalizam US$ 39,8 bilhões até 2016 e permitirão elevar a capacidade instalada dos atuais 42 milhões de t. para 77 milhões de t. de aço bruto.
 
Ao analisar as principais preocupações da indústria brasileira do aço o IABr destacou: tributação dos investimentos, custo da energia, meio ambiente, além das distorções e barreiras protecionistas no comércio internacional de aço. Ressaltou a importância de se assegurar às empresas isonomia competitiva no cenário mundial diante do quadro de elevados excedentes de capacidade produtiva ora existente, estimado pela World Steel Association em 600 milhões de toneladas, e as distorções decorrentes dessa situação na competição internacional do setor.

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