A série 300 é a dos aços inoxidáveis austeníticos, que são não magnéticos e básicamente ligas de Fe-Cr-Ni.
A série 400 é a dos aços inoxidáveis ferríticos, que são magnéticos e basicamente ligas de Fe-Cr.
Os aços inoxidáveis da série 400 podem ser divididos em dois grupos: os ferríticos propriamente ditos, que geralmente têm cromo mais alto e carbono mais baixo e os martensíticos, nos quais predomina um cromo mais baixo e um carbono mais alto ( comparado com os ferríticos ).
Tanto os aços carbono como os inoxidáveis sofrem uma redução nos valores de suas propriedades mecânicas quando trabalham em altas temperaturas. Esta é, na realidade, uma caraterística dos metais e das diversas ligas metálicas.
Nos aços comuns a perda nas propriedades mecânicas é mais significativa que nos aços inoxidáveis austeníticos, o que explica a preferência pela seleção destes materiais para aplicações em altas temperaturas.
Os projetos de equipamentos devem considerar este aspecto, que não pode ser esquecido no momento da especificação do material.
Por outra parte, em altas temperaturas, a resistencia à oxidação é, normalmente o fator mais importante na seleção do material. Os aços inoxidáveis são superiores ao aço carbono em altas temperaturas tanto ao considerar a resistencia à oxidação como as propriedades mecânicas.
O 304 ( 18%Cr – 8%Ni ) é o mais popular dos aços austeníticos e possui excelente resistência à corrosão, excelente capacidade de conformação e excelente soldabilidade.
É um material com enorme número de aplicações a tal ponto que pode ser encontrado em nossas casas (em garfos ou em panelas, por exemplo) e também na industria, em aplicações de grande responsabilidade.
Com o aço 304 são produzidos talheres, baixelas e panelas, cafeteiras e leiteiras, pias e cubas, fornos e fogões, cestos para lavadoras de roupa e muitos outros utensílios domésticos e eletrodomésticos. Na construção civil é usado em elevadores, no revestimento de edifícios (fachadas e tetos). Na industria está presente em tubos, tanques, reatores, colunas de destilação, trocadores de calor, condensadores, nas mais variadas industrias, como por exemplo, de açúcar e álcool, de bebidas, química e farmacêutica, alimentícia, de cosméticos e de derivados de petróleo.
As industrias aeronáutica, ferroviária, naval, de papel e celulose, petroquímica, têxtil, hospitalar, utilizam este tipo de aço. Também é utilizado em tanques para transporte de produtos (alimentos e produtos químicos).
Para aplicações industriais onde os equipamentos trabalham em meios que podem provocar corrosão em materiais sensibilizados, utiliza-se o 304L com carbono máximo 0,03%.
O aço austenítico 316 (18%Cr – 10%Ni – 2%Mo) apresenta melhor resistência à corrosão sob tensão (corrosão que combina normalmente três fatores: meio agressivo, temperatura e tensões, sejam elas aplicadas ou residuais do processo de fabricação)
, e principalmente melhor resistência à corrosão por pite.O 316 / 316L é aplicado no mesmo tipo de industrias em que se utilizam o 304 e 304L. Se estes dois últimos materiais, em determinados meios (principalmente com cloretos) apresentam tendência à corrosão por pite ou frestas, o 316 / 316L pode ser uma solução. Como exemplo podemos citar que, na primeira coluna de destilação, nas destilarias de álcool, onde ocorrem altas temperaturas e teores elevados de cloretos, o 316 / 316L é necessário. A diferença de comportamento entre o 316 e o 304 se deve à presença do molibdênio na composição química do primeiro.
O aço 304 é um aço austenítico não magnético com pelo menos 18% de Cromo e 8% de Níquel.
O aço 430 é um aço ferrítico magnético com 16% de Cromo na sua composição.
Os aços austeníticos e ferríticos apresentam diferenças no comportamento:
O 304 tem boa conformabilidade, boa soldabilidade e muito boa resistência à corrosão.
O 430 apresenta fragilidade nas regiões soldadas, tem boa conformabilidade mas inferior à do 304, boa resistência à corrosão porém inferior à do 304.
Embora de forma geral apresente propriedades inferiores ao 304, o aço 430 pode ser perfeitamente utilizado num grande número de aplicações, como por exemplo, cestos de máquinas de lavar roupa, gabinetes de lavadoras de louça, pias e cubas com cavidades não muito profundas, fornos elétricos, etc.
O aço inox quando empregado na arquitetura pode ser combinado com vários outros materiais metálicos e não metálicos, seja como revestimento de fachadas, esquadrias para janelas, corrimões, guarda-corpos, etc.
São possíveis composições com vidros, mármores e granitos, materiais cerâmicos, e concreto. Contudo as soluções arquitetônicas envolvendo aço inox e outros metais requerem cuidados especiais para se evitar a formação do par galvânico.
O par galvânico ocorre quando dois metais dessemelhantes estão em contato em presença de um eletrólito. A diferença de potencial entre ambos, em função de um meio corrosivo ou de uma solução condutora, produzirá um fluxo de elétrons entre eles. O material menos resistente corroerá com maior intensidade, tornando-se anódico. A força impulsora para a circulação da corrente e, conseqüentemente da corrosão, é a diferença de potencial entre os dois metais.
A série galvânica a seguir, orienta a especificação do aço inox com outros materiais.
(+ catódicos) OURO - MONEL - INOX 316 - INOX 304 - INOX 430 - BRONZE ALUMÍNO – COBRE – LATÃO – FERRO FUNDIDO – AÇOS LIGADOS – AÇOS BAIXO CARBONO – LIGAS DE ALUMÍNIO ( + anódicos)
A relação entre as áreas catódicas e anódicas de um par galvânico é outro efeito a ser considerado. Uma relação de área desfavorável consiste em um grande catodo e um pequeno anodo. A maior densidade de corrente na área anódica gera uma maior taxa de corrosão no anodo, para manter o equilíbrio elétrico entre as reações catódica (de proteção) e anódica (de corrosão).
Portanto, quando for necessário o contato de dois metais dessemelhantes, deve-se prever um isolamento entre ambos (revestir ou pintar com primer de epóxi o material mais nobre).
Métodos para a prevenção da corrosão galvânica:
1. Selecionar os materiais metálicos de modo que estejam mais próximos na série galvânica.
2. Evitar efeitos de área desfavoráveis, evitando pequeno anodo e grande catodo.
3. Isolar materiais metálicos dessemelhantes onde for possível, aplicando, por exemplo, revestimentos à base de epóxi.
4. Nas juntas soldadas, o cordão deve ter composição química similar ao metal base. No caso dos aços inoxidáveis, os metais de adição de alto teor de cromo e níquel são necessários para compensar as perdas por oxidação preferncial.
5. Projetar partes anódicas facilmente substituíveis ou faze-las mais espessas para se ter uma vida útil maior.
6. Aplicar um terceiro metal que seja anódico a ambos os metais em contato.
Alguns cuidados básicos a ser seguidos no processo de soldagem de aços inox:
1. Usar material de adição com composição química o mais proxímo possível do material a ser soldado.
2. Evitar poças de fusão muito grandes para evitar trincas de solidificação na solda.
3. As juntas devem ser limpas, por processo de escovamento, esmerilhamento, decapagem química (Álccol isopropílico ou acetona.
4.Utilizar apenas escovas e picadeiras de aço inox.
5. Não utilizar as ferramentas usadas no aço inox, nas operações com aço carbono.
6. Acabamento:
a). Remover o excesso de material do cordão de solda.
b). Corrigir os riscos da remoção empregando uma correia de lixa que gera riscos retos.
c). Para dar o passe final de acabamento, onde será igualado o acabamento da região da solda com o resto do material, recomenda-se o uso de Correia de Scotch-Brite SCM A-Grosso + Roda para Metal A2-M + Correia 3M 441D ou 3M 441W # 120 ou similares quando se desejar o acabament0 nº3 e Correia de Scotch-Brite SCM A - Médio + Roda para Metal A2-F + Correia 3M 441D ou 3M 441W # 150 ou similares para obter acabamento nº4
Recomenda-se adotar os seguintes procedimentos:
Acabamento: a). Remover o excesso de material do cordão de solda. b). Corrigir os riscos da remoção empregando uma correia de lixa que gera riscos retos. c). Para dar o passe final de acabamento, onde será igualado o acabamento da região da solda com o resto do material, recomenda-se o uso de Correia de Scotch-Brite SCM A-Grosso + Roda para Metal A2-M + Correia 3M 441D ou 3M 441W # 120 ou similares quando se desejar o acabament0 nº3 e Correia de Scotch-Brite SCM A - Médio + Roda para Metal A2-F + Correia 3M 441D ou 3M 441W # 150 ou similares para obter acabamento nº4
Limpeza:Após os processos de acabamento acima descritos, recomenda-se a lavagem da região soldada com ácido nítrico, para obter uma excelente qualidade superficial.
Os aços inoxidáveis são largamente utilizados na industria de fabricação, processamento, estocagem, distribuição e preparação de alimentos e bebidas,
Dependendo do tipo selecionado, os aços inoxidáveis podem ser aplicados na maioria de tipos e classes de alimentos e bebidas.
A maioria dos recipientes, tubulações e equipamentos em contato com alimentos, de aço inoxidável, são fabricados com os tipos 304 ou 316. O tipo 430 contendo 17% de cromo é também largamente utilizado em equipamentos domésticos, onde a resistência à corrosão não é significativamente importante.
Dependendo da aplicação, os tipos 304, 304L, 316, 316L e 430 podem ser adequados para o processamento e manuseio de alimentos, levando em consideração que em termos de resistência à corrosão a escala decrescente é a seguinte:
Tipos 316 > Tipos 304 > Tipos 430
Se o tipo de aço inoxidável for corretamente especificado, a corrosão será totalmente evitada.
A condição e acabamento da superfície são é muito importantes para o sucesso da aplicação do aço inoxidável. Superfícies lisas não apenas proporcionam uma boa limpeza mas também reduzem o risco de corrosão.
Os tipos de corrosão a que os aços inoxidáveis podem ser susceptíveis são indicados a seguir.
CORROSÃO POR PITE OU FRESTAS – Ocorrem principalmente em soluções aquosas contendo cloretos. Embora o ataque possa ocorrer em condições neutras, condições ácidas e aumentos de temperatura promovem a corrosão por pite e frestas.
A corrosão por pite se caracteriza por pites profundos em superfícies livres.
A corrosão por frestas ocorre em soluções contendo frestas ou em reentrâncias de estruturas.
CORROSÃO SOB TENSÃO – É uma forma localizada de corrosão caracterizada pelo aparecimento de trincas em materiais sujeitos a tensão em ambiente corrosivo. Normalmente ocorre na presença de cloretos e em temperaturas acima de 50° C.
CORROSÃO INTERGRANULAR – É o resultado de ataque localizado, geralmente em zonas de aquecimento em regiões soldadas. Normalmente ocorre nos aços austeníticos standard. O risco de corrosão intergranular é praticamente eliminado ao especificar aços com baixo carbono (0.030%Max.)
Uma limpeza efetiva é essencial para manutenção da integridade do processo e prevenção da corrosão. A escolha do processo de limpeza e sua freqüência dependem da natureza do processo, do alimento processado, do depósito formado, condições de higiene etc.
Os métodos de limpeza indicados para equipamentos de aço inoxidável são os seguintes:
Água e vapor, Esfregamento mecânico, Pós e detergentes, Soluções alcalinas, Solventes orgânicos, Ácido nítrico.
DESINFEÇÃO DE EQUIPAMENTOS DE AÇO INOXIDÁVEL -Desinfetantes químicos são freqüentemente mais corrosivos que agentes de limpeza e seu uso deve ser feito com cuidado.
HIPOCLORITOS – Hipocloritos e outros desinfetantes podem liberar cloro que pode causar pite. Hipoclorito de sódio ou potásio são usados em agentes esterilizadores. Se estas substâncias forem utilizadas com o aço inox, a duração do tratamento deve ser mínima e seguida de enxágüe com água.
Em altas temperaturas, agentes contendo cloro não devem ser usados com aço inoxidável.
SAIS TETRAVALENTES DE AMÔNIA – São muito menos corrosivas que os hipocloritos.
COMPOSTOS DE IODO – Podem ser utilizados para a desinfecção de aço inoxidável.
ÁCIDO NÍTRICO – Mesmo em baixas concentrações, o ácido nítrico tem uma potente ação bactericida e pode ser um desinfetante de baixo custo para equipamentos de aço inoxidável, especialmente em equipamentos de pasteurização.
APLICAÇÕES TÍPICAS DOS VÁRIOS TIPOS DE AÇO INOXIDÁVEL.
Tipo 420 – Facas profissionais e de cozinha, espátulas etc.
Tipo 430 – Mesas, painéis, revestimento de equipamentos. Utilizado em ambientes moderadamente corrosivos (vegetais, frutas, bebidas, alimentos secos, etc)
Tipo 304 – Cubas, bacias, tubulações, partes de máquinas (componentes que exigem conformação e soldabilidade). Resistência à corrosão superior ao 430.
Tipo 316 – Componentes utilizados com alimentos mais corrosivos (carne/sangue, alimentos com moderado conteúdo de sal), que são limpos freqüentemente.
Tipo 904L – Utilizado com alimentos corrosivos (salmoura quente e alimentos salgados)
Duplex 2205 – Utilizado com alimentos corrosivos (salmoura quente e alimentos salgados). Maior resistência que os austeníticos. Boa resistência à corrosão sob tensão em soluções salgadas a altas temperaturas.
Super Austeníticos com 6% de Mo. - Utilizado com alimentos corrosivos (salmoura quente e alimentos salgados). Boa resistência à corrosão sob tensão em soluções salgadas a altas temperaturas. Usados em aquecimento de vapor, boilers para aquecimento de água, etc.
Os aços inoxidáveis são selecionados para aplicação na arquitetura, assim como para outras aplicações, pela sua resistência à corrosão. Esta é a primeira consideração no processo de seleção.
Fatores ambientais como temperatura e umidade precisam ser consideradas, mas a localização do projeto deve ser considerada em primeiro lugar.
As localizações podem ser classificadas como:
RURAL – áreas não poluídas, situadas no interior e afastadas de atmosferas e resíduos industrias.
URBANA – áreas residenciais, comerciais ou áreas com industrias leves com poluição não agressiva do ar.
INDUSTRIAL – são caracterizadas pela poluição do ar, através da presença de dióxido de enxofre ou gases liberados por industrias químicas, que podem formar ácidos condensados potencialmente perigosos.
LITORANEA – áreas com presença de spray marítimo ou bruma. Estes contêm cloretos os quais podem condensar quando a umidade da superfície evapora.
O meio ambiente não pode ser definido precisamente com os termos acima indicados e também é importante levar em conta que mudanças ambientais poderão ocorrer durante o período de vida do projeto, isto é , o ambiente poderá se tornar mais poluído ou mais limpo.
Adicionalmente micro-climas podem influenciar a categorização geral e devem ser pesquisados antes de selecionar o tipo de aço inoxidável a ser empregado. Micro-climas podem existir em regiões costeiras ou perto de plantas químicas, onde ácidos condensados podem se formar inesperadamente.
De forma geral o aço 304 pode ser utilizado na maioria das áreas, exceto em áreas industrias fortemente poluídas ou na maioria das áreas litorâneas. Nestas a escolha preferencial deve ser o aço 316.
Outros fatores importantes na escolha do tipo de aço são:
Acabamento superficial,
Projeto,
Técnica construtiva,
Facilidade de limpeza e manutenção,
Propriedades físicas e mecânicas do aço inoxidável.
- Como regra geral, quanto mais fino o acabamento, maior a resistência à corrosão.
- No projeto devem ser evitadas frestas, que facilitam o processo de corrosão.
- Técnicas construtivas que evitem frestas devem ser consideradas.
- Rebites de alumínio devem ser evitados na fixação de painéis de aço inoxidável, pois poderá ocorrer corrosão galvânica.
- A limpeza periódica é recomendável para o aço inoxidável, como para a maioria dos materiais empregados no exterior de edifícios.
- As propriedades mecânicas dos tipos mais comumente utilizados 304 e 316 não devem em geral ser causa de preocupação. A expansão térmica entretanto destes materiais, é um terço da maioria dos outros tipos de aços.
Na operação de curvamento de tubos é importante considerar que poderá ocorrer uma redução na seção do tubo conformado. Durante o processo, o raio externo da curva sofre um esforço de tração, enquanto que o raio interno sofre um esforço de compressão. Este diferencial de tensões entre a parte distendida e a parte comprimida é responsável pela redução da seção do tubo conformado.
Esta deformação depende do diâmetro do tubo, da espessura da parede e do raio de curvatura. Quanto maior o diâmetro do tubo e menor o raio de curvatura, maior será o diferencial de tensão e maior a deformação sofrida ao se curvar um tubo.
Tubos de paredes finas podem trincar na operação de dobramento.
Recomenda-se preencher o tubo a ser curvado com areia, chumbo ou qualquer outro material de enchimento como forma de minimizar os efeitos da deformação. Esta prática pode viabilizar o dobramento de tubos de paredes finas e de pequenos raios de curvatura. Os dispositivos de curvamento de tubos mais modernos, são dotados de mandril que substitui o material de enchimento.
Para tubos de diâmetro compreendidos entre 1” e 2” e raio de curvatura de aproximadamente duas vezes o diâmetro, a redução da seção pela operação de curvamento é da ordem de 2,5 a 3,0%.
Desenvolvido originalmente para aplicações onde o requisito principal é a resistência à corrosão, o aço inox também vem sendo largamente utilizado por seu apelo estético e por suas condições de higiene. Veja aqui algumas das principais aplicações do inox.
Cutelaria: aplicado na fabricação de talheres, baixelas e panelas.
Construção Civil: utilizado em projetos arquitetônicos que vão desde um simples corrimão ou guarda-corpo até o revestimento de fachadas, o inox permite versatilidade na decoração de ambientes. Utilizado largamente em pias e cubas, também é aplicado em esquadrias. Bonito, resistente, fácil de instalar e com baixo custo de manutenção, o inox Acesita é o material mais indicado no detalhamento de projetos que buscam versatilidade, estética e praticidade.
Indústria química: mantendo suas propriedades mesmo quando há mudanças bruscas de temperatura ou quando é exposto à corrosão, o inox é muito utilizado na indústria química, seja em tanques de armazenamento de produtos, em tubulações de circulação de líquidos e gases ou nas demais peças e equipamentos.
Indústria alimentícia: de fácil limpeza, o aço inox assegura melhores condições higiênicas, o que garante a sua larga utilização nas indústrias de bebidas e alimentos. As exigências de qualidade na prestação de serviços vêm ampliando o espaço do inox também em lanchonetes, bares e restaurantes. O material deixa de ser visto apenas em panelas, pias e fogões para ganhar também as paredes e balcões.
Móveis: Os procedimentos de desinfecção utilizados em ambientes hospitalares são determinantes para a utilização do inox. Porém, cada vez mais, o material ganha espaço no mobiliário das residências brasileiras, onde traduz requinte e sofisticação.
Bens de Consumo Duráveis: a beleza, aliada à resistência, garante a presença do inox em produtos como geladeiras, fogões, máquinas de lavar roupas, lava-louças, fornos de microondas, fornos elétricos e outros bens de consumo duráveis.
Limpeza de Rotina
Os melhores produtos para conservar o aço inox são a água, o sabão, os detergentes (suaves e neutros) e os removedores à base de amônia (amoníacos), diluídos em água morna, aplicados com um pano macio ou uma esponja de náilon . Depois basta enxaguar com bastante água, preferencialmente morna, e secar com um pano macio. A secagem é extremamente importante para evitar o aparecimento de manchas na superfície do produto. Mas a limpeza de rotina pode ser feita em máquina de lavar louças e só quando a sujeira for intensa, aconselha-se uma pré-lavagem. Essa limpeza rotineira remove facilmente as sujeiras mais comuns, evitando as mais intensas e fazendo com que as eventuais manchas da superfície do aço desapareçam completamente. Nunca utilize esponja de aço comum na limpeza do aço inox, pois além de arranhar as partes polidas ela deixa minúsculas partículas que podem vir a provocar manchas.
Manchas Leves
Em caso de sujeira moderada, quando a limpeza de rotina não for suficiente, aplique uma mistura feita de gesso ou bicarbonato de sódio, dissolvidos em álcool de uso doméstico até formar uma pasta. Use um pano macio ou bucha de náilon para passar na superfície de aço inox. Se preferir, use também uma escova de cerdas macias, tomando cuidado: faça-o sempre da maneira mais suave possível, utilizando passadas longas e uniformes, no sentido do acabamento. Evite esfregar com movimentos circulares. Depois é só enxaguar com bastante água, preferencialmente morna, e secar com um pano macio.
Manchas Acentuadas
Faça uma pré-imersão em detergente morno ou quente, ou solução de um removedor à base de amônia (removedores caseiros) e água. Se isso não for suficiente para amolecer alimentos queimados ou depósitos carbonizados, recorra a produtos mais agressivos como removedores à base de soda cáustica empregados na limpeza doméstica. Siga o procedimento indicado para remover sujeira moderada. Repita se necessário. Se a sujeira persistir, utilize um método mais severo, com o emprego de produtos mais abrasivos como os sapólios. Importante: usar somente como recurso final. Por fim enxágüe e siga as etapas da limpeza de rotina.
Gorduras, óleos e banhas
Limpe os depósitos grossos com um pano ou toalha de papel. Em seguida mergulhe a peça numa solução morna de detergente ou amônia. Depois siga os procedimentos da limpeza de rotina.
Marcas de dedos
Remova com um pano macio ou toalha de papel umedecidos em álcool (de preferência isopropílico encontrado em farmácias de manipulação), ou solvente orgânico (éter, benzina e acetona). Para diminuir as chances de uma nova ocorrência aplique um polidor doméstico à base de cera ou vaselina líquida sobre a superfície limpa e seca
Rótulo ou etiqueta
Descole o máximo que puder. Mergulhe a peça em água morna e esfregue com um pano macio. Se o adesivo persistir, seque e esfregue suavemente com álcool ou solvente orgânico. Mas cuidado: nunca raspe a superfície do aço inox com lâmina, espátulas ou abrasivos grossos.
Manchas persistentes
Estas manchas exigirão que se esfregue vigorosamente a superfície manchada com uma pasta feita com abrasivo doméstico fino (sapólios) , água e ácido nítrico a 10%, utilizando uma bucha de polimento. O tratamento com ácido deverá ser seguido sempre de um enxágüe em solução de amônia ou de bicarbonato de sódio e limpeza de rotina. Tenha em mente que esta operação pode comprometer o aspecto visual do produto, devendo ser empregada apenas em último caso.
Lave sempre em água morna e sabão, para remover quaisquer resíduos provenientes do polimento da peça. Antes de usar um utensílio verifique na embalagem do fabricante, etiquetas e manuais que contenham outras instruções de uso e conservação.
Para prevenir a descoloração dos utensílios:
Adote a prudência ao cozinhar. A chama média ou baixa cozinha melhor. Se necessário use uma armação entre o queimador do fogão e o utensílio.
Para evitar as marcas d'água:
A nossa água, além do cloro, contém partículas minerais que ficam na superfície do aço em grandes concentrações, quando deixamos a água secar sobre ela. Tais partículas tornam-se visíveis já que o inox possui superfície brilhante e reflexa à luz, podendo causar as chamadas manchas d'água. Para evitá-las, enxugue seu utensílio com um pano macio logo após a lavagem.
Para impedir que o alimentos grudem no fundo das panelas:
Use a chama média ou baixa. Mexa, com uma colher, os alimentos com maior probabilidade de aderirem no fundo das panelas, tais como aqueles que contém molhos.
Mantenha a panela sobre a chama apenas durante o tempo necessário para o cozimento. Use uma pequena quantidade de óleo de cozinha, margarina ou banha ao fritar.
Para remover os alimentos queimados e a gordura:
Primeiro deixe o utensílio de molho em água morna, com um pouco de detergente à base de amônia. Depois lave, também com água morna, usando sabão e uma esponja de náilon. Se isso não for suficiente para remover os alimentos queimados, recorra a produtos mais agressivos como removedores à base de soda cáustica empregados na limpeza doméstica. Siga o procedimento indicado para remover sujeira moderada.
Recomendação para o cozimento com mínimo de água:
Este tipo de cozimento pode ser feito em uma caçarola ou uma panela que conduza o calor uniformemente e tenha uma tampa bem ajustada. Atenção para que o utensílio não ferva em seco. Use chama baixa para prevenir a descoloração.
O aço inox é utilizado principalmente nos cestos das modernas lavadoras e oferece inúmeras vantagens aos seus proprietários: além da alta resistência à água, sabões, detergentes, alvejantes, amaciantes, etc, o aço inox garante a superfície lisa e livre de trincas e rebarbas, evitando a deterioração dos tecidos em geral no processo de lavagem, causada por superfícies irregulares. Evita também danos que zipperes, moedas, botões, chaves, pregos e objetos do gênero, em alta velocidade na máquina, fatalmente fariam nos cestos fabricados com materiais revestidos.
Como manter limpos os componentes de aço inox da lavadora de roupas?:
A freqüente exposição dos cestos das lavadoras à água e ao detergente, elimina qualquer necessidade de limpeza. No caso de alguma coisa ser inadvertidamente derramada dentro das unidades, a esponja de náilon ou o pano macio com sabão ou detergente serão suficientes para a limpeza completa.
O uso do aço inox em lava-louças é indicado onde se requer beleza e alta durabilidade. Além do uso já consagrado nos gabinetes interno e externo, outras possíveis aplicações para o inox incluem trilhos do cesto e armação dos trilhos, braços distribuidores de água, filtros e lâminas de remoção de alimentos
Antes de utilizar um fogão novo é preciso remover com cuidado a película plástica que recobre e protege a mesa. Após retirá-la, utilize um removedor caseiro e um pano macio para eliminar totalmente a substância adesiva, evitando que a mesma manche o inox.
Para limpar o aço inox usado no fogão:
Simplesmente esfregue com um pano úmido ou esponja de náilon depois de cada uso.
Para remover gorduras e manchas mais resistentes, faça a limpeza utilizando detergente comum.
Nunca utilize esponja de aço comum na limpeza dos componentes em inox do seu fogão: além de arranhar as partes polidas, ela deixa minúsculas partículas que podem vir a provocar manchas.
Periodicamente faça a limpeza completa, inclusive no aparador de óleo, forno, grelha da coifa e outros componentes.
As pias de aço inox estão disponíveis em diversos modelos, tamanhos e formatos. Estão disponíveis em diferentes tipos de aços inoxidáveis. Procure informar-se sobre o tipo de aço utilizado na fabricação da pia. Aquelas fabricadas com aços de menor resistência à corrosão, necessitarão de maiores cuidados na manutenção e limpeza diária.
A espessura da chapa de aço utilizada na fabricação da pia é também um fator importante na seleção. Quanto maior a espessura, maior resistência terá a amassamentos e deformações provenientes do uso. Verifique se a pia apresenta a robustez necessária, ao dia-a-dia de sua família.
Para limpar a pia de aço inox:
Use sempre o método mais simples para a limpeza diária: sabão ou detergente caseiro (neutro), aplicados com um pano macio ou esponja de náilon.
Nunca utilize na limpeza, e nem deixe sobre a pia de aço inox, a esponja de aço comum: além de arranhar as partes polidas, ela deixa minúsculas partículas que podem vir a provocar manchas.
O aço inoxidável recomendado para a indústria do leite é o aço inoxidável 304,que tem uma resistência à corrosão superior à do aço comentado (416).
Em certas peças, como é o caso de bombas, se utilizam outros materiais porque se
exigem características mecânicas especiais. Entendemos, de toda forma, que a
contaminação, caso exista é muito pequena, ao ponto de poder ser desconsiderada,
já que o leite fica muito pouco tempo em contato com o eixo da motobomba.
Esta pergunta é muito ampla e o sentido da mesma não está claro.
Nada, absolutamente nada, nos parece muito corrosivo. Costumamos dar este
exemplo: em certas concentrações, o ácido sulfúrico ataca ao aço inoxidável e
não ao aço carbono. A água desmineralizada, em troca, ataca ao aço carbono e não
ao aço inoxidável. O que podemos então considerar como mais corrosivo: o ácido
sulfúrico ou a água desmineralizada?
Para falar que um certo meio é corrosivo devemos nos referir a um material
determinado, ou seja, considerar sempre um certo meio com um material e nunca
separadamente.
Na alimentação usamos sal (cloreto de sódio). Ele ataca aos aços inoxidáveis. No
período de duração de uma operação de cozimento o ataque não acontece, mas se o
tempo de contato fosse muito grande, com uma boa concentração de sal e altas
temperaturas, teríamos corrosão. Mas, nem por isso diremos que qualquer
alimento, pelo fato de ter sal, é corrosivo.
O suco de limão pode atacar ao inoxidável 304. Mas não ataca o 316. Devemos por
isso dizer que o suco de limão é corrosivo.
Então, em princípio, para nos, nada é corrosivo. Ou tudo é corrosivo.
Com referência aos alimentos que normalmente utilizamos em nosso dia a dia,
panelas e talheres de aço inox são materiais muito adequados, não apenas por ter
uma boa resistência à corrosão mas também pela inércia química (não existe
migração de cátions metálicos para o alimento) e pela inércia biológica (não
favorece o desenvolvimento de colónias bacterianas ou, se existem, são
fácilmente removidas nas superfícies de aço inoxidável). A indústria de
alimentos confirma estas vantagens do inox. Ele é utilizado em fábricas de sucos
de laranja (e outros), em cervejaria, viníolas, leite e laticínios,
frigoríficos, óleos comestíveis, etc., etc, etc.
Apesar de ambos os aço, ABNT 416 (Inox 416) e o ABNT 304 (Inox 304) serem da família dos aços inoxidáveis, eles pertencem a grupos diferentes. O aço 416 é do grupo dos aços inoxidáveis martensíticos e o aço 304 é do grupo dos inoxidáveis austeníticos. Adicionalmente, o aço 416 é geralmente trabalhável por usinagem quando se encontra na condição recozida de tratamento térmico. Nesta condição a microestrutura é composta de ferrita mais carbonetos esferoidizados. Por outro lado, a microestrutura do aço 304 é "permanentemente" austenita. Esta diferença de microestrutura entre os aços por si só já confere ao aço 416 uma melhor usinabilidade.
Porém, a grande parcela da diferença de usinabilidade entre eles fica por conta do teor de enxofre. O aço inox 416 é uma aço ressulfurado ( mínimo 0,15 % de enxofre), já o aço inox 304 não é ressulfurado ( máximo 0,03 % de enxofre).
Em resumo, o inox 416 é um aço ressulfurado, portanto projetado para apresentar boa (alta) usinabilidade, enquanto que o aço inox 304 não foi projetado com esta característica.
Do mesmo modo que nos aços para construção mecânica, existem inúmeros métodos para a melhoria da usinabilidade de aços inoxidáveis. O método mais conhecido e utilizado é a adição de enxofre ao aço, que conduz a formação de sulfetos de manganês na matriz. Essas inclusões possuem baixo ponto de fusão e alta deformabilidade, tendo um efeito positivo na usinabilidade. Causam um efeito lubrificante na aresta de corte e facilitam a quebra do cavaco na zona de cisalhamento. Outros métodos utilizam a adição de elementos como selênio, chumbo, telúrio e bismuto. Entretanto, na maioria das vezes, a melhoria da usinabilidade é acompanhada da queda de outras propriedades. Em particular, as seguintes propriedades podem ser prejudicadas (11):
- Resistência à corrosão.
- Ductilidade e tenacidade na direção transversal.
- Plasticidade a quente e a frio.
- Soldabilidade.
A adição de bismuto ( Bi) aumenta significativamente a usinabilidade dos
aços inoxidáveis austeníticos. Normalmente os aços inoxidáveis de corte
livre contém enxofre (S), como no aço inox tipo 303. Entretanto o
enxofre causa uma deterioração da resistência a corrosão, restringindo sua
aplicação a meios não agressivos , além de poder alterar o sabor de
alimentos e bebidas devido ao enxofre. Uma alternativa é a utilização de
metais pesados de baixo ponto de fusão , como o chumbo (Pb), como aditivo
de melhoria de usinabilidade. Entretanto, devido a problemas ambientais e
de saúde o uso da adição de chumbo, especialmente em aplicações na
indústria de alimentos, deve ser evitada. Considerando que o Bi é um dos
elementos pesados mais seguros, como confirmado pelo seu uso em cosméticos
e medicina, a sua utilização como adição de usinabilidade foi feita em
vários tipos de aços , inclusive no aço inoxidável. A usinabilidade de um
aço tipo 304 contendo Bi é comparável a de um inox tipo 303 , com 0,17% S.
As partículas de Bi atuam de modo similar às particulas de chumbo, i.e.,
lubrificando a interface da ferramenta e o cavaco, reduzindo o atrito.
Adicionalmente atuam como fragilizantes e ajudam na quebra do cavaco.
Os aços inox com adição de Bi, apresentam usinabilidade equivalente ao
aço inox tipo 303, mas com propriedades mecânicas e de corrosão
equivalentes ao inox tipo 304. As demais propriedades tecnológicas são
mantidas inalteradas, como soldabilidade, trabalhabilidade a frio, etc.
Apenas a trabalhabilidade a quente é reduzida, necessitando cuidados
especiais em relação ao 304, como faixa de temperatura recomendável de
forjamento entre 1100 e 1200 ºC. Tendo em vista que o Bi é uma adição
muito mais cara do que o S , estes aços tem preço mais alto.
Maiores informações sugerimos ler ao artigo : " A Usinabilidade dos Aços
Inoxidáveis" Autores: Marcelo B. Tessler e Celso A . Barbosa , publicada
na revista Metalurgia e Materiais da ABM , Vol. 49, nº 413, janeiro 1993,
pp. 032-041.
O aço inox é uma liga de ferro e carbono, contendo pelo menos 10,5% de cromo em sua composição química.
O material é produzido em usinas siderurgicas, a partir de sucata do próprio aço inox e pela adição de elementos de liga como o cromo, níquel, molibdênio, etc.
A importância do aço inox reside nos seus atributos e propriedades, entre os quais se destaca a resistência à corrosão, proporcionada pela formação de um filme passivo (formado por um óxido de cromo)na superfície do material e que se contitui numa barreira à oxidação da mesma.
Mesmo quando o aço sofre algum tipo de dano, sejam arranhões, amassamentos ou cortes, o oxigênio do ar imediatamente combina-se com o cromo, formando novamente o filme protetor.
De forma geral, não é recomendável ligar o aço inoxidável a materiais que poderão promover o processo de corrosão galvânica, quando na presença de um eletrólito. Este poderia ser o caso ao se unir por soldadura o aço inox 304 aos aços ST 37.2 ou ST 44.2.
Uma forma de evitar a corrosão galvânica, caso haja a presença do eletrólito, poderia ser pintar o aço carbono ou inoxidável após a solda.
Recomendamos que acesse nosso site e verifique na seção de Perguntas e Respostas, a resposta sobre Corrosão Galvânica.
De maneira geral, o que determina o carácter magnético de um aço inoxidável e o balanceamento de elementos químicos na sua compsição, pois através dele poderemos ter uma estrutura austenítica ou ferrítica.
Os aços inoxidáveis ferríticos são magnéticos e os austeníticos não magnéticos.Porém os aços austeníticos quando conformados, podem vir a ter a austenita de sua estrutura transformada em martensita, o que conferirá um carácter magnético ao material.
Informações adicionais sobre os tipos de aço inoxidável e suas características e aplicações poderão ser encontradas em nosso site: www.nucleoinox.org.br.
Os aços inoxidáveis não são normalmente utilizados em ácido sulfúrico. Em concentrações diluídas (menos de 25%) ou muito concentradas, o 316L é resistente desde que o sistema trabalhe em baixas temperaturas (temperatura ambiente).
O aço inoxidável 904L, resiste em todas as concentrações mas existem limitações com a temperatura.
Não é muito usual recorrer a inibidores para poder utilizar um aço inoxidável em ácido sulfúrico. O sulfato férrico adicionado ao ácido sulfúrico permite que o aço inoxidável se comporte de forma passiva nesse ácido. Mas a proporção de sulfato férrico a ser adicionada depende da concentração do ácido.
En soluções diluídas de ácido sulfúrico e com baixas temperaturas, o oxigênio ajuda a resistir melhor à corrosão. Neste caso pode ser injetado ar a pressão. Mas estamos falando de casos muitos específicos com ácido sulfúrico de baixa concentração.
A recomendação é utilizar um gel decapante( ou pasta decapante) e deixar que o mesmo aja por um tempo adequado para remover os óxidos e a contaminação provocada durante o proceso de soldagem, fazendo imediatamente uma boa lavagem com água. Desta forma serão evitados problemas de oxidação na região soldada. É preciso lembrar no entanto que a solda deverá ser feita sempre com o eletrodo adequado para cada tipo de aço inoxidável.
Os aços inoxidáveis são ligas ferro-cromo com um mínimo de 10,50% de cromo.
Outros elementos de liga podem participar na composição química dos mesmos, como por exemplo níquel, molibdênio, e outros.
Como exemplo, considerando os aços inoxidáveis mais vendidos no mundo, o tipo 430 tem um teor de cromo superior a 16% e o tipo 304 cromo superior a 18% e
niquel maior que 8%.
São materiais de muito boa resistência à corrosão, em grande diversidade de meios.
Porem, em certos meios, eles não são resistentes. Por exemplo, eles são rápidamente atacados em ácidos clorídrico e fluorídrico e também em ácido
sulfúrico (dependendo neste último caso da concentração e da temperatura).
Outros meios que podem atacar aos aços inoxidáveis, promovendo formas localizadas de corrosão, são aqueles que contem cloreto (dependendo sempre da
concentração e da temperatura).
A resistência à corrosão atmosférica é muito boa e, dependendo do tipo de atmosfera, devemos escolher o aço inoxidável mais adequado. Em meios rurais, em
cidades com atmosferas pouco contaminadas, o aço 430 é normalmente resistente.
Em grandes cidades o material escolhido é normalmente o aço 304. Mas em cidades a beira mar é escolhido um outro tipo, o inoxidável 316, que além de cromo e niquel tem também molibdênio na composição química.
Em certos casos, e provavelmente a pergunta feita esteja nesta direção, observamos pontos de "ferrugem" em situações em que não deveríamos
esperar nenhum ataque corrosivo. Por exemplo, aço inox 304 em contato com a atmosfera na cidade de Curitiba. Normalmente, em casos como o mencionado, o
problema está relacionado com contaminação do aço inoxidável com aço carbono, o que pode acontecer em operações de corte do material, em certos processos de fabricação ou também em operações de lixamento, principalmente quando são utilizados com aços inoxidáveis equipamentos que previamente foram utilizados em serviços com aço carbono. Partículas de aço carbono ficam incrustadas na superfície do aço inoxidável e estas partículas (de aço carbono) não são resistentes à corrosão atmosférica. Surgem pontos de "ferrugem", parecendo que é o aço inox que está corroendo, quando em realidade as que corroem são essas partículas.
A falta de limpeza das superfícies inoxidáveis também pode ser motivo de problemas de corrosão. Limpeza freqüente é sempre recomendada para se conseguir uma melhor resistência à corrosão destes materiais.
Para concluir, podemos dizer que existem condições em que os aços inoxidáveis poderão sofrer problemas de corrosão. Para evitar esse problemas, é necessário escolher o aço inoxidável adequado para cada situação e também tomar os cuidados necessários para uma utilização adequada do mesmo.
Sempre que existam dúvidas sobre a escolha (especificação) e sobre a utilização,é necessário consultar a um especialista.
No Brasil podem ser encontrados normalmente os seguintes tipos de acabamentos superficiais:
BB - Buffing Bright, polimento com escovas de algodão e pastas abrasivas de #400, #600, #800
MIRROR - Conhecido como Mirror Finish, acabamento espelhado obtido por polimento com feltro e pastas abrasivas de diferentes granulometrias até #3000
RF - Conhecido como Rugged Finish. Lixamento em uma direção a seco, com lixas abrasivas de #60 a #100
SF - Conhecido como Super Finish. Lixamento a seco com lixas abrasivas de #220 a #320
ST - hecido como Satin Finish. Lixamento com rolos abrasivos de Scotch Bright de #100 a #180 sem uso de pastas abrasivas.
BF-1 - Conhecido como Butterfly Finish. Lixamento com pequenos rebolos de #80 a #120, dando à superfície aspecto decorativo de círculos sobrepostos em distribuição padronizada.
BF-2 - Conhecido como Exclusive Design. Lixamento com pequenos rebolos de #80 a #120, dando à superfície aspecto decorativo de ondas sim[etricas.
Além do aspecto decorativo, o acabamento pode melhorar a performance do material em relação à resistência à corrosão. Acabamentos menos rugosos dificultam a aderência de poeira e partículas de elementos corrosivos, o que favorece a resistência à corrosão do material.
Da mesma forma, acabamentos mais lisos facilitam as operações de lavagem da superfície do aço inox, ajudando a manter sua aparência e melhorando a performance e durabilidade.
Falar em inox e aço inox é realmente o mesmo, pois ambos os termos referem-se ao aço inoxidável.
O aço inox, como todos os metais é condutor de eletricidade e desta forma se o instrumento de detecção de vazamento for de inox, a área de contato do mesmo com o operador deveria ser isolada para evitar possíveis riscos.
Com relação ao fornecimento de barra de 1/4" o Sr. poderá encontra-la facilmente junto a um dos distribuidores de aço inox estabelecidos no estado de São Paulo.
O senhor poderá encontrar empresas que comercializam aço inoxidável nas formas e dimensões mais variadas no Guia Brasileiro do Aço Inox que publicamos a cada dois anos e pode ser consultado Online no nosso site na Internet:
www.nucleoinox.org.br
Existe no mercado uma fita adesiva dupla face, produzida pela 3M que pode atender sua necessidade, dependendo naturalmente, da carga a que estarão submetidas as chapas a serem fixadas.
Introdução aos Processos de Soldagem dos Aços Inoxidáveis.
Existem diversos modos de se unir duas partes metálicas. Entre elas está a soldagem, que é um processo de união, utilizando uma fonte de calor, com ou sem aplicação de pressão.
•Características do Processo de Soldagem:
–Produzir energia para unir dois metais
–Evitar o contato da região aquecida com o ar atmosférico
–Remover contaminações das superfícies que estão sendo unidas
–Controlar as transformações de fase na junta soldada
Os processos de soldagem podem ser classificados de acordo com o tipo de fonte de energia ou de acordo com a natureza da união. Industrialmente, os processos de soldagem mais empregados são os que utilizam a eletricidade como geração de energia para realizar a união.
A soldagem por resistência envolve as seguintes variantes de processo: soldagem a ponto, soldagem com costura, soldagem topo-a-topo e soldagem com ressalto. Já a soldagem com arco elétrico pode ser subdividida entre soldagem com eletrodo consumível e soldagem com eletrodo não consumível. No primeiro caso estão englobados os processos de soldagem com eletrodo revestido, processo de soldagem MIG/MAG, processo de soldagem com eletrodo tubular e processo de soldagem com arco submerso. Os processos que utilizam eletrodo não consumível são soldagem TIG e soldagem com plasma.
Todos os processos citados podem ser utilizados para soldagem dos aços inoxidáveis. A escolha vai depender de diversos fatores que são abordados a seguir.
•A escolha do processo de soldagem envolve básicamente quatro fatores:
–O projeto da junta (tipo, posição,...)
–A espessura do material
–A natureza do material a ser soldado
–O custo de fabricação (produtividade, qualidade da junta, durabilidade do produto...)
Soldagem com eletrodo revestido
•Processo a arco elétrico produzido entre um eletrodo revestido e a peça a ser soldada.
•Eletrodo: alma metálica + revestimento.
Funções do revestimento
•Estabilizar o arco elétrico
•Gerar gases de proteção da poça de fusão
•Produzir escória que evita contaminação pelo ar atmosférico da poça de fusão e do cordão de solda
•Adicionar elementos de liga na poça de fusão
•Facilitar a soldagem fora de posição
•Facilitar a fabricação dos eletrodos revestidos
•Vantagens:
–Baixo custo do equipamento
–Versatilidade
–Soldagem em locais de difícil acesso
–Disponibilidade de consumíveis no mercado
•Limitações:
–Baixa produtividade devido à taxa de deposição
–Necessidade de remoção de escória
–Dependente da habilidade do soldador
–Produção de fumos e respingos
–Qualidade do cordão inferior aos processos TIG, Plasma e MIG
–Posição de soldagem retrita
–Não automatizável
Soldagem TIG
O processo de soldagem TIG (Tungsten Inert Gas) é definido como o processo de soldagem a arco elétrico estabelecido entre um eletrodo não consumível a base de tungstênio e a peça a ser soldada.
A poça de fusão é protegida por um fluxo de gás inerte.
•Vantagens:
–Soldas de excelente qualidade
–Acabamento do cordão de solda
–Menor aquecimento da peça soldada
–Baixa sensibilização à corrosão intergranular
–Ausência de respingos
–Pode ser automatizado
•Limitações:
–Dificuldade de utilização em presença de corrente de ar
–Inadequado para soldagem de chapas de mais de 6 mm.
–Produtividade baixa devido à taxa de deposição
–Custo do equipamento
–Processo depende da habilidade do soldador, quando não automatizado
Gases de proteção
Soldagem MIG
No processo de soldagem MIG (Metal Inert Gas) o arco elétrico é aberto entre um arame alimentado contínuamente e o metal de base. A região fundida é protegida por um gás inerte ou mistura de gases (argônio, CO 2, Hélio ou O2).
Vantagens:
– Facilidade de operação
– Alta produtividade
– Processo automatizável
– Baixo custo
– Não forma escória
– Cordão de solda com bom acabamento
– Gera pouca quantidade de fumos
– Soldas de excelente qualidade
Limitações:
- Regulagem do processo bastante complexa
- Não deve ser utilizado em presença de corrente de ar
- Posição de soldagem limitada
- Probabilidade elevada de gerar porosidade no cordão de solda
- Produção de respingos
- Manutenção mais trabalhosa
Soldagem por resistência
Ao contrário dos outros processos, a soldagem por resistência elétrica utiliza o aquecimento por efeito Joule para realizar a fusão da face comum entre as duas peças.
O efeito Joule ocorre pela geração de calor através da passagem de corrente elétrica em uma resistência.No caso da soldagem de chapas, a maior resistência está localizada exatamente na superfície interna das chapas, utilizando-se as condições corretas de soldagem. Com aplicação da pressão pelos eletrodos de cobre e a posterior passagem de corrente, ocorre a fusão desta face em comum, formando o ponto.
Vantagens:
- Soldagem de chapas muito finas
- Facilidade de operação
- Velocidade do processo elevada
- Facilidade para manutenção
- Não depende da habilidade do soldador
Limitações:
- Não aceita peças com formatos muito complexos e pesadas
- Custo elevado do equipamento e da manutenção
- Demanda de energia elétrica durante a soldagem
Não temos registro deste tipo de ocorrência quando da utilização de utensílios de inox, e não há nenhuma razão para que isto ocorra pois o aço inox é neutro em relação aos alimentos.
O aço inox não oxida da mesma forma que ocorre com o aço carbono, que apresenta uma camada avermelhada de óxido na superfície que descasca. Se você observa manchas na superfície provavelmente são devidas a partículas de ferro que contaminaram o aço inox e são essas partículas que estão enferrujando. Verifique se é possível remover as manchas da superfície do inox.
Se o ferro estiver impregnado na superfície, tente uma solução de ácido nítrico a 10% e ácido hidrofluorídrico a 2% a temperatura ambiente ou levemente aquecida. Lave a área afetada com água abundante. Pastas decapantes disponíveis no mercado, podem também ser utilizadas.
Há vários tipos de aços inoxidáveis. Os aços inoxidáveis da série 300 (austeníticos)que contém Cromo e Níquel na sua composição química NÂO são magnéticos.
Os aços inoxidáveis da série 400 (ferríticos) que contém apenas Cromo em sua composição química, SIM são magnéticos.
A família de aços inoxidáveis temperáveis é conhecida como aços inoxidáveis
martensíticos. Igualmente aos demais aços temperáveis, eles devem ser
aquecidos a altas temperaturas, chamadas de temperaturas de austenitização,
a partir das quais se submetem as peças a um resfriamento rápido até a
temperatura próxima da ambiente, denominando-se essa operação de têmpera. O
meio de têmpera pode ser líquido( água,óleo ou soluções políméricas) ou
gasoso( ar ou gases neutros). O diagrama que orienta o tratamento de têmpera
é a chamada curva de transformação , que pode ser isotérmica (TTT) ou de
resfriamento contínuo (TRC), mais usada. Trata-se de um mapa das fases ou
microestruturas( p.ex: perlita,bainita ou martensita) previstas em função da
tempertura e da velocidade de resfriamento da peça. Como esta curva depende
fundamentalmente da composição química, existe um diagrama para cada tipo de
aço.
Assim para responder extamente a sua pergunta, precisamos saber qual aço (
grau) se quer tratar.
Além das condições de têmpera deve-se também utilizar o gráfico chamado
curva de revenimento para determinar qual temperatura utilizar para se obter
a dureza desejada após o revenimento.
Os aços inoxidáveis utilizados para operações de corte, onde é importante ter uma dureza superficial superior, são submetidos a operações de tratamento térmico. É o que ocorre com os aços inoxidáveis martensíticos utilizados para a fabricação de facas, tesouras, canivetes, etc.
a) Nenhum aço inoxidável é recomendado para trabalhos em meios clorídricos.
A temperatura ambiente e com concentração 20% (e também com concentrações
menores) os aços inoxidáveis não resistem ao ácido clorídrico.
b) Com temperatura de 60 graus celsius e concentração de 15%, o aço 304L
resiste ao ácido acético. Cuidados devem ser tomados para se evitar
aumentos de temperatura (a 80 graus celsius a mesma solução atacaria ao
304L, mas não atacaria ao 316L).
O uso da letra L após o tipo de aço inox (ex: 304L), significa que o conteúdo de carbono na liga está restrito ao MÁXIMO de 0,03% (os níveis normais de carbono são de 0.08% max. e em algumas ligas pode atingir 0.15% max.). Este nível menor de carbono é utilizado quando o material deverá ser soldado. O menor teor de carbono ajuda a prevenir a precipitação de cromo (formando carbonetos de cromo na região da solda) e portanto assegurando um mínimo de 10,5% de cromo e a possibilidade de formação do filme passivo que proporciona ao aço inox a resistência à corrosão
Não temos muito conhecimento a respeito deste material e de quem o fabrica atualmente.
Sabemos que tem 14% a 16% de Cromo e as seguintes propriedades típicas:
Dureza - 156 HB max.
RT - 490 N/mm2
Limite escoamento- 310 N/mm2
Alongamento - 30%
Para recompor a camada passiva recomenda-se utilizar uma solução de ácido
nítrico (15% ou 20%) que deve atuar sobre o material por 30 minutos, após o
que, o mesmo deve ser lavado com água abundante.
O Sr. não comenta qual é o produto que utiliza para fazer a gravação das chapas de aço inox. Acreditamos que seja uma solução de cloreto férrico, normalmente utilizado.
O cloreto férrico ataca provocando pites, mas como toda a superfície em contato com o produto acaba sendo atacada temos como resultado uma corrosão bastante uniforme.
Pode ser que, em determinadas condições se formem produtos de corrosão que manchem as chapas.
Se esse for o caso, sugerimos que depois de feito o ataque com cloreto férrico seja feita uma limpeza final com uma solução que contenha 15% de ácido nítrico e 2% de ácido fluorídrico. O tempo necessário deve ser definido pela experiência (quanto tempo demora para remover as manchas) mas normalmente serão uns poucos minutos (de 2 a 5).
A limpeza que pode ser feita depende principalmente do estado dos tanques.
Uma coisa e se eles estão apenas sujos (sendo aqui importante qual é o tipo de sujeira) ou se começou algum problema de corrosão (é comentado em seu
mail a presença de "ferrugem").
É bom começar esclarecendo que nunca devem ser usadas "palhas de aço" na limpeza de aço inox. Esses materiais são fabricados com aço carbono e quando os utilizamos incrustamos partículas de aço carbono na superfície do aço inox. Essas partículas não resistem à corrosão atmosférica e começam a corroer. O produto de corrosão dessas partículas(conhecido como ferrugem) pode levar com o tempo a problemas de corrosão no próprio aço inox.
Existem no mercado diversos produtos que podem ser utilizados, dependendo do problema. Existem desengraxantes, desoxidantes, etc. No caso, é necessário pensar em eliminar óxidos, ou seja, é necessário realizar uma decapagem.
A decapagem pode ser feita com soluções líquidas (uma solução nítrico fluorídrica, com 15% de HNO3 e 2% de HF), mas o tempo de decapagem deve ser muito bem controlado porque o HF ataca realmente à superfície do aço inox.
Uma forma provavelmente mais fácil de controlar seria a utilização de gel decapante, que deve ser colocado em toda a superfície do tanque, deixado o
tempo que o fabricante do gel recomende e depois lavar com água em abundância.
Dependendo das manchas, ou das camadas de óxidos formadas, em certos casos é necessário fazer um esmerilamento para remover esses produtos, acabando depois com lixas cada vez mais finas. As remoções mecânicas, como a apontada, devem ser seguidas de uma decapagem.
Feito este trabalho de decapagem, o ideal é não permitir que a situação se repita. Durante 10 anos não foi feita limpeza e agora, a limpeza é mais
difícil. Uma limpeza por ano, às vezes somente com água ou água e sabão, é suficiente para manter limpas as superfícies inoxidáveis na maior parte dos casos.
Do mesmo modo que nos aços para construção mecânica, existem inúmeros métodos para a melhoria da usinabilidade de aços inoxidáveis. O método mais conhecido e utilizado é a adição de enxofre ao aço, que conduz a formação de sulfetos de manganês na matriz. Essas inclusões possuem baixo ponto de fusão e alta deformabilidade, tendo um efeito positivo na usinabilidade. Causam um efeito lubrificante na aresta de corte e facilitam a quebra do cavaco na zona de cisalhamento.
Tendo em vista que o aço inox é condutor de eletricidade , não existe aço
inox que atenda esta exigência. No caso de carga eletrostática, o componente de inox irá produzir faísca caso o meio dielétrico permita a descarga.
Para produção de pias são utilizadas normalmente as ligas 430 e 304.
A liga 430 é utilizada quando a estampagem não é muito profunda e o 304 quando se requer uma maior capacidade de estampagem.
A maior restrição do aço 430 é a soldabilidade do mesmo. As soldas neste aço são frágeis e de menor resistência à corrosão. As aplicações do 430 se restringem àquelas que não precisam de soldagem, ou quando as soldas não são consideradas aplicações de alta responsabilidade, como é o caso das pias de cozinha.
Normalmente, é feito um recobrimento na parte que não deve ser atacada.
Depois, a peça é colocada em uma solução de cloreto férrico (aproximadamente 10 a 20%) que atacará a parte que nos pretendemos seja atacada.
Soluções de ácido nítrico e ácido fluorídrico também podem ser utilizadas.
Aumentando a temperatura das soluções se consegue aumentar a velocidade do ataque. O tempo necessário deve ser estabelecido por vocês em função da profundidade de ataque desejado.
Não, não será a mesma coisa do ponto de vista de usinabilidade , isto é a facilidade de se fabricar uma peça por processos que envolvam a remoção de
metal por corte( serra, torneamento, fresagem, etc). Do ponto de vista de resistência a corrosão será muito superior, especialmente a corrosão
localizada, chamada de corrosão por pites ( formação de pequenos furos
localizados) que é extremamente perigosa e danosa ao componente. Na condição normal de entrega no estado solubilizado, as propriedades mecânicas do 304 são superiores ao 303.
Normalmente os aços inoxidáveis de corte livre contém enxofre (S), como no aço inox tipo 303. Entretanto o enxofre causa uma deterioração da resistência a corrosão, restringindo sua
aplicação a meios não agressivos , além de poder alterar o sabor de alimentos e bebidas devido ao enxofre. Neste caso a aplicação do inox 303 fica restrita a aplicações sem muita responsabilidade do ponto de vista de agressividade do meio onde irá operar. Do ponto de vista de usinabilidade o
303 é insuperável .
As usinas fabricantes de barras de aço inoxidável visando melhorar a usinabilidade do 304, desenvolveram aços 304 com usinabilidade melhorada sem perda da resistencia a corrosão. No Brasil estes aços são fabricados pela Piratini com a designação CORFAC e pela Villares com a designação USIFAC.
Estes aços tem cerca de 20 a 30 % de melhoria de usinabilidade em relação ao 304 comum, permitindo um menor desgaste de ferramenta e aumento campo de
velocidades de corte e avanços.
Os aços inoxidáveis austeníticos comuns não possuem alta resistência mecânica, apesar de boa resistência a corrosão. Em aplicações onde se
necessita de boas propriedades mecânicas de resistência e tenacidade e, simultaneamente de boa resistencia a corrosão, deve-se utilizar os aços
inoxidáveis endurecíveis por precipitação como o UNS 630 , também conhecido como 17-4 PH.
Este aço , após tratamento térmico de envelhecimento, apresenta resistencia a tração acima de 1000 MPa, dependendo do ciclo empregado.Este aço é amplamente empregado na industria aeronáutica, naval e na fabricação de
componentes de responsabilidade, como eixos.
Os aços inoxidáveis não são normalmente utilizados em ácido sulfúrico. Em concentrações diluídas (menos de 25%) ou muito concentradas, o 316L é resistente desde que o sistema trabalhe em baixas temperaturas (temperatura ambiente).
O aço inoxidável 904L, que não é fabricado no Brasil, resiste em todas as concentrações mas existem limitações com a temperatura.
Não é muito usual recorrer a inibidores para poder utilizar um aço inoxidável em ácido sulfúrico. O sulfato férrico adicionado ao ácido sulfúrico permite que o aço inoxidável se comporte de forma passiva nesse ácido. Mas a proporção de sulfato férrico a ser adicionada depende da concentração do ácido.
En soluções diluídas de ácido sulfúrico e com baixas temperaturas, o oxigênio ajuda a resistir melhor à corrosão. Neste caso pode ser injetado ar a pressão.Mas estamos falando de casos muitos específicos com ácido sulfúrico de baixa concentração.
De forma geral, não é recomendável ligar o aço inoxidável a materiais que poderão promover o processo de corrosão galvânica, quando na presença de um eletrólito. Este poderia ser o caso ao se unir por soldadura o aço inox 304 aos aços ST 37.2 ou ST 44.2.
Uma forma de evitar a corrosão galvânica, caso haja a presença do eletrólito, poderia ser pintar o aço carbono ou inoxidável após a solda.
O inox austenítico( sem ferrita residual) mesmo não sendo magnetizável, aquece sob a ação de um campo magnético.
A solução é o uso de material não metálico nessas regiões.
Outra solução talvez seria o uso de maiores frequências visando diminuir o alcance do campo magnético e com isso reduzir o aquecimento nas correntes.
Podemos dizer que os ácidos redutores (como o
ácido clorídrico e o fluorídrico) atacam a todos os aços inoxidáveis.
Acidos oxidantes (como o ácido nítrico, não atacam.
O ácido sulfúrico ataca aos aços inoxidáveis em praticamente todas as concentrações e temperaturas. Os aços inox somente resistem a este ácido em soluções muito diluidas ou muito concentradas e em temperaturas ambientes.
Os aços inox resistem bem ao ácido fosfórico em boa faixa de concentrações.
De toda forma, o ideal seria que o Sr. nos consulte sempre que necessite porque existem detalhes que não podemos precisar num mail.